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Ciclismo urbano: a bicicleta como meio de transporte

Ciclismo Urbano
Categoria: Benefícios, Ciclismo Tags:

Quando pensamos no ciclismo urbano, a imagem que vem à mente é a de cidades como Amsterdã e Copenhague. Mas o que acontece em Bogotá, Buenos Aires, Santiago, Paris ou Cidade do México? Algumas dessas cidades começam a se autodenominar “capitais mundiais do ciclismo”, afirmação que geralmente coincide com a adoção de políticas públicas e investimentos que privilegiam a mobilidade diária de bicicleta.

O que é o ciclismo urbano?

O ciclismo urbano consiste na utilização da bicicleta como meio de transporte nas cidades, geralmente para distâncias curtas. Substituir carros e motos trazem diversas vantagens:

Vantagens do ciclismo urbano

Vantagens econômicas

  • Baixo custo se comparado a outros meios de transporte públicos ou privados.
  • Baixo custo de investimento público.

Vantagens em qualidade de vida

  • Seu uso constante e moderado melhora a capacidade cardiovascular.
  • Auxilia no combate a obesidade.
  • Evita o estresse e a agressividade causada por tráfegos intensos e engarrafamentos, comuns em grandes centros urbanos.
  • Aumenta a produtividade no dia-a-dia.

Vantagens para o meio ambiente

  • Não produz nenhum tipo de contaminação atmosférica.
  • Reduz a poluição acústica.
  • A produção de uma bicicleta consome menos recursos naturais que a fabricação de um automóvel.

Vantagens em relação aos automóveis

  • A bicicleta é o meio de transporte mais rápido em cidades congestionadas em distâncias entre 5 a 7 km.
  • Utiliza menos espaço público já que um automóvel consome o espaço de até 8 bicicletas.

Pandemia faz explodir o uso de bikes

A Dra. Érika Fosado Centeno, pesquisadora da Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM), falou sobre o uso da bicicleta tendo em vista a necessidade de mitigar novos ciclos de contágio derivados da pandemia do coronavírus. Segundo ela, o ciclismo urbano é uma solução prática de curto prazo e que não requer um elevado custo de investimento, sendo acessível para grandes grupos da população:

“O ciclismo urbano surge como uma alternativa prática e robusta que tem muito a contribuir, como vem sendo reconhecido por dezenas de países da Europa, Ásia e América Latina que assumiram a tarefa de construir ciclovias temporárias para facilitar os traslados”.

O uso da bicicleta é um aliado porque aproveita uma atividade necessária como o transporte para o trabalho para realizar uma atividade física, que gera um impacto direto na saúde pelo fortalecimento do sistema imunológico. Além disso, o ciclismo urbano contribui para a economia pessoal e familiar visto que o mundo está entrando em uma crise econômica e a bicicleta se apresenta como um meio de locomoção de baixo custo.

Ir de bicicleta ao trabalho ou apenas como lazer, também promove o consumo local pois é mais fácil para uma pessoa que viaja de bicicleta parar para consumir algo em sua comunidade do que quem viaja em um veículo motorizado. Isso pode ser facilmente observado em grandes centros onde é cada vez mais difícil e custoso estacionar um automóvel.

Ramos Monzón, pesquisador da mesma universidade, sublinhou que, como consequência desta crise sanitária, é importante o redesenho das cidades, bem como uma maior sensibilização para a questão, com o resgate dos espaços públicos e da mobilidade ativa, caso contrário, as emergências sanitárias serão mais frequentes.

“A bicicleta aparece como uma ferramenta com a qual podemos canalizar essa crise para transformá-la em uma oportunidade”.

Ciclismo urbano na Europa

Na França, o governo pretende perpetuar a tendência da adoção do ciclismo urbano para a população. Segundo dados da “Vélo & Territoires”, o número de ciclistas aumentou 67% em um ano sendo este efeito mais perceptível nas cidades menores.

“Andar de bicicleta é mais do que uma tendência, é um modo de vida. É um esporte nobre. Estamos pressionando para perenizar seu uso”,

Guillaume Koch Diretor de marketing da marca americana Cannondale.

Diante deste novo fenômeno, o governo da França decidiu incentivar ainda mais esta mudança comportamental da população e destinou, apenas em abril de 2021, €200 milhões (R$ 1,2 bilhão) para o ciclismo urbano. Além disso, incluiu ajuda financeira de até €200 (R$ 1,2 mil) para famílias carentes na compra de bicicletas elétricas. O valor é maior do que o auxílio de €50 (R$ 319) dado aos franceses no início do ano para que a população reparasse suas bicicletas.

Ciclismo urbano na América Latina

Há alguns anos, os latino-americanos se apaixonam cada vez mais pelas bicicletas. Na verdade, esse movimento cresceu vigorosamente, devido, em parte, ao crescimento exponencial dos sistemas de compartilhamento de bicicletas, bicicletas elétricas e outras formas de micromobilidade.

No Brasil, surgem cada vez mais empresas atuando na locação de bicicletas elétricas como a E-Moving, por exemplo.

Solução para problemas urbanos

O congestionamento do tráfego é um problema crônico em muitas cidades latino-americanas. Em 2018, o índice INRIX de tráfego mundial revelou que Bogotá, capital da Colômbia, era a terceira cidade do mundo com maior congestionamento de tráfego, seguida pela Cidade do México (em quarto lugar) e São Paulo (em quinto) O estudo calculou que os motoristas perdem 272 horas por ano em congestionamentos.

Atualmente, os habitantes de Bogotá fazem mais de 800.000 viagens de bicicleta por dia, de acordo com a pesquisa oficial de viagens mais recente. Esse número é maior do que o número de corridas de táxi e quase metade do número de corridas de carro por dia. Segundo o gerente da bicicleta de Bogotá, David Uniman, a cidade possui 480 quilômetros de ciclovias, e a expectativa é que esse número continue a aumentar no futuro.
Em 2015, o ciclismo representava 6% das viagens diárias na cidade, mas Uniman está confiante de que até 2021, o número subirá para 10%, ou cerca de um milhão de viagens por dia.

“A competitividade da bicicleta é indiscutível”, afirmou. “Há dois anos, fizemos uma pesquisa para descobrir os motivos que levam as pessoas a usarem a bicicleta. E obtivemos os mesmos resultados das pesquisas em Copenhague e Amsterdã: economiza tempo. “

O crescimento das bicicletas compartilhadas

Iniciado em 2011, as bicicletas compartilhadas têm se tornado um componente cada vez mais importante na mobilidade urbana brasileira.

Como exemplo, podemos citar o sistema de bikes compartilhadas do Itaú, composto por 6800 bicicletas distribuídas em 5 capitais brasileiras. Em alguns anos de operação, a iniciativa foi capaz de reduzir as emissões de CO2 em 1472 toneladas, o que poderia representar uma economia de R$ 1.939.080.000 em 10 anos com seus benefícios para a saúde.

A bicicleta como nivelador social

De acordo com especialistas da Universidade do Panamá, investir nas bicicletas como meio de transporte cumpre 12 dos 17 Objetivos de Desenvolvimento sustentável da ONU como na promoção do crescimento econômico inclusivo e na redução da desigualdade social.

Com um pouco de espaço retirado dos veículos, é possível obter ciclovias seguras para que pessoas de diferentes classes sociais possam se locomover por grandes centros.

Entretanto, o acesso a bicicletas elétricas ou mesmo bicicletas com um mínimo de qualidade não é uma realidade em muitas cidades da América Latina. O câmbio desfavorável e a baixa competitividade fazem com que estes itens continuem sendo para poucos.

Ciclismo Urbano

Mudanças na legislação

Com o crescimento do ciclismo urbano, diversas leis começam a ser aprovadas para proteger o ciclista e incentivar o uso da bicicleta.

No Brasil, entrou em vigor, a partir do dia 12 de abril de 2021, a seguinte mudança no Código de Trânsito:

Deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma compatível com a segurança do trânsito ao ultrapassar ciclista passa a ser infração gravíssima com multa de R$293,47.

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