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Slow fashion e a indústria sustentável

Slow Fashion
Categoria: Institucional Tags:

A indústria fashion é a segunda que mais polui o meio ambiente. Por isso, surge um movimento que prega o consumo consciente de roupas e acessórios

Em uma tradução literal, slow fashion significa “moda devagar”. Ao contrário do que propõe o fast fashion (“moda rápida”, de consumo fácil), que é uma mentalidade industrial responsável pela produção em massa de roupas visando aumentar o consumo e obter o máximo de lucro possível, o movimento slow fashion prega uma mudança radical na forma como desenvolvemos e produzimos peças do vestuário.

O slow fashion surgiu para atender uma demanda cada vez maior de consumidores conscientes de sua responsabilidade ambiental. Estes consumidores buscam por empresas responsáveis e produtos que agridam o menos possível o meio ambiente.

O movimento, na prática, significa repensar todo o processo criativo e produtivo. Além da utilização de matérias-primas ecologicamente corretas, como tecidos e aviamentos biodegradáveis, busca-se garantir que todo o processo de fabricação trate adequadamente seus resíduos.

O modelo de produção que valoriza quem faz, valoriza os processos, respeita o tempo real de produção e a cultura local.

Fernanda Simon

O movimento, na prática, significa repensar todo o processo criativo e produtivo. Além da utilização de matérias-primas ecologicamente corretas, como tecidos e aviamentos biodegradáveis, busca-se garantir que todo o processo de fabricação trate adequadamente seus resíduos.

Características do slow fashion

  • Transparência acerca da origem dos produtos. O consumidor sabe exatamente de onde a roupa vêm e como foi produzida;
  • Valorização da produção local, incluindo pequenas marcas e empresas da região;
  • Vida útil mais longa dos produtos;

Como aderir ao movimento slow fashion

  • Cuide da durabilidade de suas peças

Garanta vida longa as suas roupas optando por produtos de maior qualidade.  Ao lavar, tome os cuidados necessários de acordo com o tipo do tecido e a delicadeza da peça, evitando danificar, desbotar ou encolher a roupa.

  • Reutilize

Ao invés de comprar novas peças, que tal reinventá-las em um novo estilo? Uma costureira local pode reciclar sua roupa e estender seu uso.

  • Dê o descarte adequado às suas roupas

Que tal aproveitar o tecido para outros fins, fazer doações para instituições de caridade, doar/vender/trocar nos brechós e entregar as peças em pontos de coleta específicos da sua cidade?

Matéria prima ecológica

A fabricação mundial de peças de poliéster, criadas com fibras sintéticas, requer aproximadamente 70 milhões de barris e petróleo todos os anos. Ao serem jogadas no lixo, estas roupas continuam poluindo pois demandam 200 milhões de anos para se decomporem. Nem materiais naturais, como o algodão, passam despercebidos: uma simples camiseta exige 2700 litros de água para ser produzida. Neste contexto, a filosofia de consumo e descarte rápido impulsionada pelos preços baixos de grandes redes, a moda se tornou a segunda indústria que mais polui o planeta, ficando atrás apenas da petroquímica. De acordo com a ONU, a emissão de carbono pelo segmento fashion é o maior até que todo o setor de transporte aéreo e marítimo juntos.

Cerca de 30% de todas as roupas produzidas no mundo nunca serão vendidas. Assim, as pessoas vêm se conscientizando de que é necessário comprar menos e melhor, investindo em itens com melhor design e funcionalidade

Mariana Santiloni Diretora da WGSN

Tecidos biodegradáveis

Neste contexto, sugiram tecidos biodegradáveis feitos de matéria-prima natural (vegetal e animal) ou de fibras artificiais com base natural como as produzidas a partir da celulose. Existem ainda fibras sintéticas quimicamente alteradas para se decomporem mais rapidamente. Uma das primeiras soluções sintéticas foram os fios de poliamida 6.6 do Grupo Solvay. Sua fórmula permite que as roupas feitas com esse fio se decomponham rapidamente após serem descartadas em aterros sanitários além de proporcionarem atributos como secagem ultrarrápida (40% mais rápida que a do algodão), rápida absorção de suor e bastante conforto.

Alguns exemplos de tecidos biodegradáveis

Biosteel: recriação em laboratório da seda da aranha, resistente, leve e agradável ao vestir. Pode se decompor em até 36 horas se mergulhado em água com uma enzima específica.

Modal:  feito a partir da celulose retirada da polpa das árvores Faia, da Áustria. O processo é ecológico e a extração do material acontece no mesmo local em que a fibra é produzida.

Algodão orgânico: produzida sem a utilização de agrotóxicos e com uso reduzido de água.

Qual é o impacto no meio ambiente?

Ao descartar um tecido biodegradável em um aterro sanitário, ele fica exposto a temperatura e umidade daquele local e passa a sofrer a ação de microrganismos. É a partir dessas condições que as fibras vão começar a se decompor. Por se degradar de maneira mais rápida, o material também ajuda a diminuir o acúmulo de lixo presente na natureza.

Logística Reversa

Como mencionado em nosso post anterior, a logística reversa de embalagens é um instrumento da Política Nacional de Resíduos Sólidos para reinserir, no ciclo de vida do produto, o resíduo que é descartado, reduzindo a lotação de aterros e lixões.

Apesar de ser uma obrigatoriedade para as empresas brasileiras, a falta de fiscalização faz com que a logística reversa seja pouco aplicada. Por isso, dê preferência as marcas que se preocupam em retirar e/ou reduzir os resíduos que geram no meio ambiente.

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